A Solana prepara uma atualização técnica para ampliar o espaço disponível em suas transações. A mudança, descrita como Transaction v1, eleva o limite de 1.232 bytes para 4.096 bytes e pode influenciar a comparação da rede com soluções de segunda camada (L2) da Ethereum. As L2 processam operações fora da camada principal do Ethereum antes de sua liquidação on-chain.
Solana amplia o espaço das transações e mira operações mais complexas
Segundo a cobertura da CoinDesk, a Solana mira triplicar o tamanho máximo de uma transação, de 1.232 bytes para 4.096 bytes. O novo formato é chamado de Transaction v1 e está associado às propostas SIMD-0296 e SIMD-0385.
O formato já opera nas redes de teste e desenvolvimento da Solana, enquanto os formatos existentes devem continuar funcionando. Dessa forma, carteiras e aplicações não precisariam migrar para a v1 caso não necessitem do espaço adicional. A mudança busca permitir que operações maiores sejam reunidas em uma única transação, em vez de serem divididas em várias etapas.
Entre os usos citados para o limite ampliado estão provas criptográficas volumosas, pagamentos que exigem muitas aprovações e algumas transferências confidenciais. O teto anterior remontava ao desenho original da rede, quando as transações precisavam caber em um pacote de dados de internet de cerca de 1.280 bytes. O novo teto de 4.096 bytes corresponde a quatro quilobytes, tamanho descrito como padrão para páginas de memória usadas pelo hardware dos validadores.
O espaço maior, porém, também traz exigências técnicas. Softwares que leem a blockchain, como carteiras, exploradores e aplicações de negociação, precisam reconhecer o novo formato para evitar falhas de consulta ou informações incorretas sobre taxas. Transações maiores também podem consumir mais banda de rede, sobretudo em momentos de congestionamento.
O que muda na disputa com Ethereum
A ampliação do teto de transação trata de uma limitação técnica específica da Solana. A cobertura disponível aponta que a mudança pode aproximar a rede do tipo de operações complexas que desenvolvedores conseguem executar no Ethereum mediante o pagamento de taxas mais elevadas, mas não equivale, por si só, a uma comparação definitiva de capacidade, volume ou adoção entre os ecossistemas.
As redes L2 da Ethereum funcionam em uma lógica diferente: agrupam transações fora da camada principal antes de liquidá-las on-chain. Por isso, uma avaliação sobre a concorrência entre as redes exigiria métricas atualizadas de atividade e uso que não estão presentes na fonte desta matéria. O ponto confirmado é a ampliação do limite técnico da Solana e a possibilidade de concentrar operações mais complexas em uma única transação.
Para acompanhar outros aspectos da evolução do ecossistema, confira a cobertura sobre taxas e ativos tokenizados na Solana. O debate sobre escalabilidade também envolve soluções de segunda camada, tema recorrente no noticiário cripto.
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A adoção do novo formato dependerá da atualização dos serviços que interagem com a blockchain e do uso efetivo do espaço adicional por aplicações e desenvolvedores. A atualização técnica amplia o teto das transações, mas seus efeitos práticos dependem da implementação no ecossistema.
