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Alemanha é acusada de tentar persuadir a UE a "aumentar impostos sobre a China", especialista: Merz escolheu "o remédio errado" para lidar com seus próprios problemas

Alemanha é acusada de tentar persuadir a UE a "aumentar impostos sobre a China", especialista: Merz escolheu "o remédio errado" para lidar com seus próprios problemas

华尔街见闻华尔街见闻2026/09/16 00:15
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By:华尔街见闻

“Alemanha irá fazer lobby na União Europeia sobre a política para a China, podendo buscar impor mais tarifas”, afirmou o Bloomberg dos EUA em artigo publicado no dia 14, horário local. O texto relata que o governo alemão está preparando uma "medida de segurança econômica de grande impacto", com o objetivo de "proteger setores estratégicos da influência da China", podendo incluir novas tarifas sobre carros híbridos. A reportagem também cita fontes afirmando que Berlim está cooperando com Paris para obter apoio de outros Estados-membros da União Europeia na cúpula de Bruxelas em outubro, preparando-se para futuras negociações China-UE. Anteriormente, a parte chinesa já reiterou várias vezes que a Europa deve encarar os próprios problemas, sendo que a China não é a raiz dessas questões, mas pode ser parceira para ajudar a resolvê-las. Em entrevista ao Diário Global em 15 de junho, um acadêmico chinês analisou que Merz enfrenta pressão da indústria doméstica, que acredita ser necessário adotar uma postura mais dura no comércio com a China, mas essa abordagem é gravemente equivocada e, ao enfrentar problemas próprios, “escolheu o remédio errado”.

Segundo o Bloomberg, fontes revelaram que o governo alemão está averiguando quais áreas apresentam vulnerabilidade frente à China e avaliando contramedidas, entre as quais propostas potenciais incluem novas tarifas, exigências para formação de joint ventures, fortalecimento da revisão de investimentos e aprimoramento dos controles de exportação. O governo de Merz pretende obter aprovação do gabinete até 14 de outubro e, em seguida, buscar mais apoio em toda a União Europeia. O Bloomberg também afirmou que isso mostra uma mudança na política alemã em relação à China, com uma postura mais dura. O artigo alega que o déficit comercial da UE com a China ultrapassa 1 bilhão de euros por dia, enquanto a recessão da indústria alemã já ocasionou a demissão de dezenas de milhares de pessoas.

O Ministério da Economia da Alemanha recusou-se a comentar a reportagem do Bloomberg. Alguns veículos de mídia alemães republicaram a notícia. Pouco antes dessa informação ser divulgada, jornais como o Handelsblatt noticiaram em 13 de junho que, segundo relatório do Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (IW), no primeiro semestre deste ano os novos investimentos de empresas alemãs na China atingiram 5,6 bilhões de euros, um aumento de cerca de 1/3 em relação ao ano anterior. Analisando o caso, o Handelsblatt destacou que as empresas alemãs utilizam cada vez mais os lucros locais para financiar seus investimentos.

De um lado, o governo alemão estaria adotando políticas econômicas e comerciais mais duras em relação à China; de outro, empresas alemãs ampliam seus investimentos no país asiático. Na visão de acadêmicos chineses, não há contradição nisso. Jiang Feng, pesquisador da Universidade de Estudos Internacionais de Xangai e presidente da Associação Regional de Estudos Internacionais de Xangai, afirmou ao Diário Global em 15 de junho que Merz está sob forte pressão da indústria doméstica – atualmente, indústrias automobilística, química e de máquinas da Alemanha enfrentam certas dificuldades, e a queda das exportações para a China gerou demandas por políticas mais duras. Desde sua posse, Merz tem promovido a chamada “des-riscação”, não só em relação à China, mas também aos EUA.

Jiang Feng afirmou que alguns dos dados apresentados pelo Bloomberg não resistem a uma análise criteriosa, como o suposto déficit comercial diário de 1 bilhão de euros da UE com a China – esse número é insustentável porque não inclui o superávit comercial europeu em serviços com a China nem as exportações de produtos de empresas europeias instaladas no país, de volta para a Europa. Usar esse tipo de informação como base para políticas comerciais é um erro grave.

Huang Ling, porta-voz do Ministério do Comércio, destacou recentemente que as consultas em todos os níveis entre China e Europa devem manter o posicionamento de uma relação de parceria comercial estratégica, estável e equilibrada, insistindo na resolução igualitária das preocupações mútuas, sem demandas ou condições unilaterais, tampouco ameaças de fechamento de mercado. Huang Ling também apontou: O protecionismo não é a saída, cooperação e benefício mútuo são o caminho correto.

Zhou Mi, pesquisador do Instituto do Ministério do Comércio, disse ao Diário Global em 15 de junho que a pressão sofrida atualmente por Merz faz com que ele precise responder às demandas dos eleitores no plano político, mas essa postura “dura” pode não beneficiar a Alemanha – o que as empresas alemãs realmente precisam são oportunidades de cooperação. Sobre a notícia do Bloomberg, Zhou Mi acredita que a posição da China não mudará por isso, mantendo sempre o multilateralismo e o livre comércio. Alemanha e China possuem ampla complementaridade e base para cooperação, podendo resolver preocupações mútuas por meio do diálogo. Pequim também espera que a Alemanha desempenhe papel mais ativo dentro da UE, impulsionando o aprofundamento da cooperação China-UE e o aumento da confiança, pois a cooperação é muito mais eficaz do que a confrontação.

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