A Brazil Potash (NYSE-American: GRO) obteve uma importante vitória judicial que valida o processo de licenciamento para o seu projeto de potássio Autazes, de US$ 2,5 bilhões, no estado do Amazonas, posicionando a empresa para se tornar a maior mina de fertilizantes da América Latina.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região confirmou a autoridade do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) para conduzir o licenciamento ambiental e reconheceu a validade das consultas às populações indígenas Mura, informou a Brazil Potash.
A decisão ocorre após contestações de procuradores federais e de grupos indígenas quanto às consultas e à proximidade do projeto com terras ancestrais. Autoridades jurídicas solicitaram a paralisação do licenciamento, argumentando que as consultas não estavam completas e que a agência ambiental federal Ibama, e não o IPAAM, deveria supervisionar o processo.
“Essas decisões reforçam a sólida base jurídica sobre a qual estamos avançando o Projeto Autazes”, disse Sergio Leite, presidente da subsidiária integral da Brazil Potash, Potássio do Brasil, em nota. “Mantemos o nosso compromisso total com o desenvolvimento responsável do Projeto Autazes e com o diálogo contínuo com as partes interessadas, à medida que avançamos para a construção.”
Redução das importações
A decisão confirma uma sentença anterior do tribunal regional e valida as licenças ambientais já concedidas para Autazes, segundo a empresa.
Ainda assim, a disputa judicial pode não ter acabado. As partes podem apresentar recursos contra as decisões de inadmissibilidade, e a Brazil Potash informou que não pode determinar se outras medidas processuais serão adotadas ou qual poderá ser o resultado.
O projeto de Autazes foi concebido para produzir até 2,4 milhões de toneladas de potássio anualmente, o que a administração estima poder suprir cerca de 20% da demanda atual do Brasil. A mina pode ajudar a reduzir a forte dependência do país de fertilizantes importados, num momento em que o grande produtor agrícola permanece vulnerável a interrupções no fornecimento global de potássio.
O Brasil importou cerca de 97% das suas necessidades de fertilizante potássico em 2025, segundo a Brazil Potash, apesar do país abrigar o que a empresa descreve como uma das maiores bacias de potássio não desenvolvidas do mundo.



