Mais de 70 bilhões de dólares captados em um único dia, atingindo o maior nível desde junho! Empresas globais estão acelerando emissões de dívidas antes do aumento das taxas pelo Federal Reserve
Após o dia de emissão global mais movimentado desde junho, na última terça-feira, com uma captação acumulada de mais de 70 bilhões de dólares, as empresas estão voltando em peso ao mercado de títulos para acelerar o financiamento e garantir recursos antes que o custo dos empréstimos suba ainda mais.
De acordo com o aplicativo Zhihu Finance, após registrar na terça-feira o dia mais movimentado de emissões globais desde junho e captar mais de 70 bilhões de dólares, as empresas estão retornando rapidamente ao mercado de títulos para acelerar o financiamento, buscando garantir fundos antes que os custos de empréstimo aumentem ainda mais.
Segundo fontes, pelo menos cinco empresas asiáticas — incluindo Japan Post Insurance Co. e Vedanta Resources Ltd. — buscarão precificar títulos em dólares nesta quarta-feira. Ao mesmo tempo, a Amazon (AMZN.US) iniciou formalmente a emissão de seu primeiro título denominado em libra esterlina, com grandes empresas de tecnologia continuando a recorrer ao mercado de títulos para financiar seus projetos em inteligência artificial (AI).
As tensões entre os Estados Unidos e o Irã aumentaram a pressão inflacionária, e investidores estão tentando antecipar se o Federal Reserve subirá as taxas de juros ainda este mês, o que dá às empresas vários motivos para entrar antecipadamente no mercado de títulos. Dados compilados mostram que, apesar do pequeno spread entre os rendimentos dos novos títulos e os existentes, as emissões precificadas na terça-feira atraíram forte demanda de subscrição.
“As novas emissões de títulos foram plenamente absorvidas pelo mercado e os fundamentos das empresas permanecem sólidos. O principal risco no mercado global de crédito atualmente é a questão geopolítica e a inflação”, afirmou Mark Reade, chefe de estratégia de crédito da Mizuho Securities Asia.
No entanto, a intensificação dos conflitos no Oriente Médio e a alta dos preços do petróleo reduziram em parte o entusiasmo do mercado no início da semana. O mercado de grau de investimento dos Estados Unidos registrou, no primeiro dia de negociação após o feriado do Dia do Trabalho, o menor volume de emissões dos últimos três anos.
Outro possível fator de volatilidade é o anúncio, previsto para esta quarta-feira pelo Departamento do Tesouro norte-americano, do próximo lote de recompra de títulos do Tesouro com vencimento entre 10 e 20 anos. Este anúncio tem importância especial — no mês passado, a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, afirmou que, para conter o aumento dos custos de empréstimos de longo prazo, o volume de recompra será “pelo menos dobrado”.
Dados mostram que, na terça-feira, a demanda dos investidores no mercado de grau de investimento dos EUA foi cerca de quatro vezes maior que o volume real emitido.
“Nas negociações desta semana, os spreads se mantiveram estáveis e os livros de subscrição surpreenderam pelo tamanho”, afirmou Owen Gallimore, chefe de análise de crédito para Ásia-Pacífico do Deutsche Bank, “considerando a volatilidade dos preços do petróleo e do mercado de títulos do Tesouro, o mercado de crédito demonstrou uma resiliência impressionante.”
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