Após a venda de ouro, é uma oportunidade de compra ou uma armadilha? Instituição: Recuperação de curto prazo, perspectiva negativa de longo prazo
Huitong News 2 de outubro—— Carley Garner, cofundadora da DeCarley Trading, acredita que as tendências sazonais e suportes técnicos criam condições para um repique de curto prazo do ouro, com alvo tático em US$ 4500 e possivelmente atingindo US$ 4650, no melhor dos cenários. Porém, ela enfatiza que este é apenas um repique e não uma reversão de tendência, permanecendo pessimista no médio e longo prazo. Caso o preço do ouro suba para a faixa de US$ 4500 a US$ 4600, isso pode oferecer uma posição ainda melhor para vendas.
Na sexta-feira (2 de outubro), durante o pregão asiático, o ouro à vista chegou a tocar a máxima de US$ 4180/oz, retrocedendo depois para US$ 4134, sendo negociado atualmente próximo de US$ 4160/oz, com queda de quase 0,4%.
Investidores de ouro sofreram perdas significativas na mais recente rodada de vendas, porém uma estrategista de mercado acredita que outubro pode trazer uma oportunidade para respirar.
Carley Garner, cofundadora da DeCarley Trading, afirmou em entrevista que a queda de preço, o suporte técnico e as tendências sazonais favoráveis criaram condições atraentes para um repique de curto prazo do ouro.
Ressonância entre tendência sazonal e suporte técnico cria condições para repique de curto prazo
Garner aponta que o ouro normalmente se beneficia de fatores sazonais positivos nesta época do ano. Segundo dados sazonais acompanhados por ela, comprar ouro em torno de 29 de setembro e manter até 25 de outubro resultou em valorização em 12 dos últimos 15 anos.
Enquanto isso, o contrato futuro de ouro para dezembro conseguiu se manter acima de uma importante linha de tendência diária durante a última queda acentuada.
No entanto, Garner deixa claro que ela está buscando um repique, não o início de uma nova tendência de alta de longo prazo.
Ela afirma: “Acho que o ouro vai chegar a US$ 5000 ou US$ 5500? Não, não penso assim. Mas acredito que nas próximas trezentos ou quatrocentos pontos, a direção pode ser de alta.”
Estratégia tática de negociação: venda de opções de venda para adquirir spread de compra
Considerando que contratos futuros padrão de ouro de 100 onças representam grande risco para pequenos investidores, Garner sugere que, caso queiram exposição direta ao preço do ouro, devem considerar minicontratos futuros ou até futuros de uma onça, limitando a exposição total ao risco se o ouro estiver próximo de US$ 4200.
Sua recomendação mais recente é de que a principal estratégia de negociações da empresa é uma tática com opções, visando aproveitar um potencial repique.
Ela acrescenta que, para reduzir riscos, o investidor pode considerar a compra de opções em contratos mini ou de uma onça de ouro.
A operação consiste em vender uma put de US$ 3900 para dezembro, usando o prêmio recebido para comprar um spread de alta 4300/4450 — ou seja, comprando uma call de US$ 4300 e vendendo uma call de US$ 4450.
Garner explica: “Estamos utilizando o dinheiro do mercado para comprar o spread de alta.” Entretanto, essa estratégia enfrenta riscos significativos de baixa caso o ouro caia muito abaixo de US$ 3900, classificando o risco dessa faixa como “ilimitado”.
Suporte e alvos: Suporte em US$ 4000, alvo tático em US$ 4500
Apesar dos riscos, Garner prevê que o suporte em torno de US$ 4000 será mantido. Ela afirma que o ouro se segurou na linha de tendência técnica e, aliado à volatilidade recente próxima à entrega do contrato de outubro, isso sugere que o mercado pode ter estabelecido pelo menos um fundo temporário.
Quanto ao movimento de alta, Garner afirma que o melhor cenário pode fazer o preço atingir a média móvel de 200 dias, em aproximadamente US$ 4650, mas seu alvo tático mais realista está em torno de US$ 4500.
A estabilidade do mercado de títulos americanos pode servir como catalisador para o próximo movimento do ouro. Garner acredita que, após anos de fraqueza, o preço dos títulos americanos pode estar se aproximando de um “fundo explosivo”.
Apesar de reconhecer que a volatilidade dos títulos pode ficar ainda mais extrema, ela afirma que qualquer sinal de estabilização poderá abrir espaço para um repique do ouro. “Assim que houver sinal de estabilização dos títulos americanos, acredito que o ouro terá chance de repique”, disse. “O risco é que, nesse tipo de movimento explosivo, o caos não tem limites.”
Visão de médio a longo prazo segue negativa: repique até US$ 4500-4600 será oportunidade para venda
Mesmo com cenários de curto prazo otimistas, Garner reforça que não abandonou sua visão pessimista para o ouro no mais amplo prazo. De fato, ela afirma que, caso o ouro repique para US$ 4500 ou US$ 4600, isso traria uma oportunidade ainda mais atraente para abertura de posições vendidas.
Ela diz: “Não estou nada otimista. Se o ouro chegar na região dos US$ 4500 a US$ 4600, prefiro vender ali.”
A preocupação de longo prazo de Garner é com o dólar americano. Ela destaca que mais cedo neste ano o dólar testou uma linha de tendência de cerca de 20 anos, que historicamente gerou vários repiques expressivos. A expectativa dela é de que a moeda americana eventualmente rompa o ritmo lento de recuperação atual, o que poderá exercer nova pressão sobre metais preciosos. Ela comenta: “Acredito que isso se tornará, finalmente, o prego no caixão para os metais — ouro e prata.”
Risco de médio prazo para o cobre: testando tendência de 20 anos, retração pode chegar a 30%-50%
Garner também compartilha visão pessimista semelhante para o cobre no médio prazo, baseada em parte na expectativa de fortalecimento do dólar. Apesar do cobre ter se tornado uma das commodities mais procuradas no cenário de inteligência artificial e eletrificação, ela diz que esse metal está testando um forte nível de resistência técnica de longo prazo, que por diversas vezes ao longo da história resultou em fortes quedas.
Ela explica que o cobre está testando pela quinta vez uma linha de tendência de cerca de 20 anos, sendo que todos os testes anteriores resultaram em quedas abruptas. Embora não preveja a repetição de quedas extremas históricas, considera possível um recuo de 30% a 50%. A visão pessimista para o cobre também acompanha sua expectativa ampla de uma valorização significativa do dólar.
Garner afirma que, até agora, o mercado tem ignorado o dólar porque os repiques anteriores fracassaram, mas acredita que essa dinâmica está prestes a mudar.
Ela diz: “Acredito que o dólar vai começar a quebrar alguns paradigmas” e acrescenta que o mercado financeiro ainda não precificou totalmente o impacto potencial do fortalecimento do dólar.
Resumo
A visão de Garner oferece uma estrutura clara de estratificação tática e estratégica: no curto prazo, tendências sazonais, suporte técnico e volatilidade do contrato de outubro juntos criam condições para o repique do ouro, com alvo tático próximo de US$ 4500 e possibilidade de atingir US$ 4650 no melhor cenário. No entanto, esse repique é explicitamente caracterizado por ela como uma “pausa para respirar”, e não uma reversão de tendência de longo prazo.
No médio e longo prazo, ela segue pessimista com o ouro e acredita que um repique até a faixa de US$ 4500 a US$ 4600 será uma chance melhor de venda, com base no potencial de o dólar romper sua linha de tendência de longo prazo e se fortalecer. Esse cenário também se aplica ao cobre, que após testar a linha de tendência de 20 anos pode recuar de 30% a 50%.
Para os traders, o ponto principal de divergência é: o repique de curto prazo do ouro é uma oportunidade tática ou um ponto de virada de tendência — e a resposta de Garner é claramente a primeira opção.
(Gráfico diário do ouro à vista, fonte: Ihuitong)
Horário GMT+8 10:49, o ouro à vista é cotado a US$ 4161,73/oz.
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